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Doce da Amazônia http://www.terra.com.br/istoe/1613/brasil/1613doce.htm Coca-Cola usa açúcar da floresta e dá novo sabor à vida de 22 mil pessoas Letícia Helena – Presidente Figueiredo (AM)
A
Coca-Cola que dois milhões de pessoas vão beber durante as
Olimpíadas, no outro lado do mundo, tem o gostinho da Amazônia. Uma
usina encravada na floresta, numa paisagem rodeada de igarapés,
produz o açúcar que adoça o refrigerante mais vendido em todo o País
e que sai daqui para a Austrália. No caminho do território da
onça-pintada à terra dos cangurus, o produto da Usina Jayoro ajuda a
dar um sabor diferente à vida dos moradores da pequena Presidente
Figueiredo, a 107 quilômetros de Manaus. No município, de 22 mil
habitantes, dos quais apenas sete mil vivem na área urbana, a
produção de 16 mil toneladas de açúcar por um ano, num canavial de
590 quilômetros quadrados, é sinônimo de mais de dois mil empregos
diretos e indiretos.
Energia – Para justificar o título, a Jayoro é um show de
tecnologia em plena selva. A usina produz toda a energia que consome
a partir do bagaço da cana. O bagaço do bagaço vira adubo. Em
viveiros, agrônomos testam as espécies mais adaptáveis ao clima da
região. Em 1984, eram quatro. Hoje, são 26. A tarefa mais complicada
é treinar mão-de-obra, já que Presidente Figueiredo não tem tradição
agrícola. Para resolver o problema, há dois anos, um grupo de
lavradores do norte de Minas Gerais foi convocado para ensinar os
trabalhadores da usina a colher cana. Quem aprendeu a tarefa
desfruta agora de uma série de benefícios. “Aqui não tem bóia-fria.
Levamos as refeições em quentinhas para o pessoal que está na
lavoura”, diz o diretor-presidente da Jayoro, Francisco Magid.
“Também temos um compromisso de não permitir a presença de crianças
no campo”, conta o empresário. Na trilha – O número de turistas e ecoaventureiros deverá amentar com o asfaltamento da BR-174, que corta Presidente Figueiredo. E o açúcar levará menos de duas horas para chegar da usina à fábrica do xarope, em Manaus.“Perdi a conta das vezes em que briguei com gente que não acreditava que a terra daqui era boa para plantar cana. O problema era a falta de condições. Quase não havia mão-de-obra e a estrada era precária. Às vezes, os caminhões ficavam atolados três dias na estrada”, lembra o supervisor agrícola da usina, Fabiano Romero, responsável pelo plantio das primeiras mudas, em 1984. “Quando começaram a ocupar o Centro-Oeste do Brasil diziam que a terra não prestava. Hoje, a região é um celeiro. Aqui vai ser a mesma coisa. É muito gratificante ver o açúcar saindo das bicas, saber que dezenas de famílias sobrevivem da usina. Só tenho motivos para me orgulhar”, afirma Romero, desde 1974 trabalhando na Amazônia em projetos agroindustriais. |
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(...) Mas o que ocorreria ao mundo se cada um de nós pudesse exercer, sem censura ou medo, as suas pulsões de vingança, por mais cruéis que elas fossem? Regrediríamos, certamente, ao que os filósofos chamam de "estado de natureza", o suposto estágio que antecede o início deste em que vivemos, e que os filósofos apreciam chamar de "contrato social". Um contrato de cláusulas leoninas, segundo as quais a imensa maioria deve servir e apodrecer na miséria, na fome e na doença, enquanto uma minoria legisla e governa em causa própria, além, é claro, de enriquecer. E denominamos esse estado de absoluta discrepância de poderes com um outro adorável eufemismo: "democracia". Uma palavra que de tão falsa chega a me provoca<>r pruridos anais... As regras, como vemos, são muito simples: eu te exploro e você me agradece (ou, como é o costume, finge agradecer). Se, por alguma incontrolável razão, você decidir se vingar... bem... para isso existem as prisões e os hospícios. (...) E a história não nos desampara neste momento: compulsemos os melhores tratados e veremos que a verdade só triunfa quando escolhe, como aliada, a violência. Os servos só deixaram de ser espoliados quando encostaram a faca na garganta dos seus opressores. Da mesma forma, certamente também nós guardamos a lembrança dos poucos momentos em que ousamos erguer a cabeça e nos revoltamos. Aqueles minutos de prazer, semelhantes em tudo a uma deliciosa sucessão de orgasmos, foram os únicos em que ousamos ser verdadeiros, e são eles, hoje, que nos salvam do completo embotamento. (Konstantin Gravos - Texto Completo) |
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O sistema vigente é nosso inimigo. Mas, quando estamos dentro dele, o que vemos ? Homens de negócio, professores, advogados, marceneiros, etc. Vemos e interagimos com as mesmas pessoas que queremos salvar. Contudo, antes de salvá-las, essas pessoas fazem parte do sistema e isso faz delas nossas inimigas. Você precisa entender que a maior parte dessas pessoas não estão prontas para acordar. E muitos estão tão inertes, tão dependentes do sistema que irão lutar ferozmente para protegê-lo. (Adaptado do Filme Matrix) |
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Se você treme de indignação perante uma injustiça no mundo, então somos companheiros - Che Guevara Quando se faz uma boa ação, há sempre quem a ache má e se queixe, e quando se faz bem a uns, faz-se mal a outros! August Strindberg Se o conhecimento não tem dono, então a propriedade intelectual é mais um truque do neoliberalismo. Hugo Chaves |
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